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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

DIA 11.02.08 JOSÉ VERDASCA - DIR. REG. DE EDUCAÇÃO

Existe a ideia feita de que o Alentejo é grande e monótono, nas terras, nas paisagens, até nas gentes. E, no entanto, na sua vastidão de quase 30 000 km2, cerca de um terço da superfície total do País, o Alentejo é, a um tempo, uno e diverso, integrador e multicultural.
(J. Gaspar, 2000).
 
 
 
As marcas da dominância social e cultural e da selectividade nos processos de realização escolar e nos percursos de escolarização das nossas crianças e dos nossos jovens persistem vivas e acentuadas e continuam teimosamente a desafiar-nos a todos. Na verdade, para além do flagelo do abandono escolar, a repetência continua a emergir com características de massividade e cumulatividade, deitando por terra muitas das esperanças depositadas em torno das múltiplas e diversificadas iniciativas e acções desencadeadas no seu combate.
 
A escola continua a excluir muitos e isso é, por si só, revelador das fragilidades de um sistema educativo que tem no seu horizonte um ideário de escola social e culturalmente justa e substantivamente democrática. A ideia de que não há desenvolvimento sem educação e de que a perseguição da inclusão educativa e social impõe políticas educativas globais e estratégias de equilíbrio que abarcam hoje e no futuro modalidades diversas de educação formal, mas também de educação informal e não formal, reclama da administração educativa, nos seus vários níveis, e dos múltiplos actores e agentes educativos intervenientes maleabilidade, determinação e protagonismo na liderança de projectos sócio-educativos territoriais que olhem para o tempo escolar apenas como uma parcela do tempo de formação e em que a escola é apenas um dos muitos espaços onde acontece a acção e influência educativas.
 
            Esta é uma causa que tem de mobilizar e implicar todos, alunos e famílias, professores e educadores em actividade na ‘zona da frente’ ou na ‘zona da retaguarda’, pessoal não docente, administração educativa, autarquias e comunidade em geral, porque só com todos poderemos enfrentar e recusar perspectivas ‘fatalistas’ e encontrar e experimentar novas respostas organizacionais e pedagógicas compatíveis com um ideal de escola cuja missão maior esteja permanentemente vinculada ao nobre compromisso da democratização e universalização de uma escolaridade sucedida.
 
            À Direcção Regional de Educação do Alentejo e a todos os que nela trabalham, cabe igualmente um importante papel na assunção e realização deste desiderato, tanto mais significativo e reconhecido, quanto mais nos afirmarmos disponíveis para cooperar, apoiar e intervir de forma efectiva e empenhada na construção de uma escola falada, vivida e necessariamente afirmada na acção.
 
  
            Évora, 23 de Dezembro de 2005
 
 
José Lopes Cortes Verdasca
Director Regional de Educação do Alentejo

publicado por avoltadorossio às 10:22
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